• Foto de exterior do Jardim de Infância

Irmãs da Misericórdia

As Irmãs da Misericórdia estão em Portugal desde Janeiro de 1971. Inicialmente prestaram serviço na Amadora, mas em 1974, mudaram-se para a Parede (residência atual). Em janeiro de 1975 inauguraram o Jardim Infantil Branca de Neve com poucas crianças, um número que foi crescendo sempre com o passar dos anos. Atualmente, o infantário oferece um serviço educativo às crianças e famílias da zona, promovendo a formação integral do indivíduo com vista ao bem comum e da sociedade num contexto de liberdade e pluralismo. O nosso Jardim Infantil responde às exigências da escola católica na Igreja, em especial com o espírito proveniente do carisma da misericórdia, do qual constitui um testemunho vivo. Fiel ao espírito original da misericórdia, este infantário dirige a sua atenção educativa para os alunos, que são acolhidos, reconhecidos e promovidos na sua unidade e totalidade. Está especialmente atento e sensível aos menos favorecidos no plano social, cultural e espiritual. Na base do estilo educativo eleito, está a pedagogia dos nossos fundadores, o Beato Carlos Steeb e a Madre Vicenza Maria Poloni, que experimentaram a misericórdia de Deus e a confiaram, como dom, a cada Irmã da Misericórdia para que exprima a ternura de Deus para com os irmãos. A Irmã da Misericórdia incarna o carisma num estilo de vida determinado que se exprime:

  • na humildade, pela capacidade de se colocar na verdade diante de Deus, de si própria e dos outros;
  • na simplicidade, pela procura do essencial;
  • na caridade, pela abertura e acolhimento que as leva a ver e a servir os outros na verdade.

A História

O Instituto das Irmãs da Misericórdia foi fundado em Verona, em Itália, a 2 de novembro de 1840 pelo Sacerdote Carlo Steeb e pela Madre Vincenza Maria Poloni, obteve aprovação governativa a 28 de dezembro de 1847 e foi erigido canonicamente a 10 de setembro de 1848.

O Fundador, Beato Carlo Steeb, nasceu a 18 de dezembro de 1773, em Tübingen (Würtemberg, Alemanha), no seio de uma família de convicções profundamente luteranas, que lhe transmitiu o sentido de compaixão pelos pobres.

Em seguida, vai para Verona, onde entrou em contacto com a língua italiana e fez amizades com pessoas que professavam convictamente a fé católica, o que o fez questionar a problemática da fé luterana. Após um período de longa e profunda reflexão, converteu-se à fé católica como sua convicção e tornou-se sacerdote. Ao informar a sua família desta decisão foi rejeitado por todos, que não o reconheceram mais como filho, privando-o do direito hereditário e de qualquer comunicação com os seus familiares.

A 8 de setembro de 1796 foi ordenado sacerdote.

Movido pela Misericórdia de Deus, ao apoiar os mais pobres, contacta com Luigia Poloni, movida também pela mesma caridade com os mais desprotegidos, e com esta concretizou o seu sonho de fundar um Instituto que confortasse todos os irmãos em sofrimento, o Instituto das Irmãs da Misericórdia.

Em 1856, a 15 de dezembro, morreu, recomendando, como seu testamento espiritual, a “união, a paz, a obediência”. Foi beatificado por Paulo VI a 6 de julho de 1975.

Beata Vincenza Maria Poloni, nascida a 26 de janeiro de 1802, filha de Gaetano e Margheritta Biadego, foi batizada com o nome de Luigia Francesca Maria Poloni. A inteligência prática e perspicaz de Luigia, bem como a sua cortesia e reserva, proporcionavam um serviço atento, sério e gratuito a quem ela acorria. Na sua juventude, muitos foram os que ela confortou e que a consideravam como uma “mãe”.

Após a morte do pai, Luigia viu-se a braço com a gerência do negócio da família, revelando os seus dotes administrativos, que, contudo, não a impediam de frequentar, como voluntária, o Lar de Idosos, onde prestava assistência na enfermaria dos doentes crónicos. É guiada pelo seu confessor, o então sacerdote Carlo Steeb, a quem confessou o desejo de professar os votos religiosos. Este aconselhou-a a orar e a esperar para que se revelasse o desígnio do Senhor para a sua vida: ser Fundadora do Instituto das Irmãs da Misericórdia. Assim, a 2 de novembro de 1840, deu início ao Instituto das Irmãs da Misericórdia. A 10 de setembro de 1848, professa os votos definitivos e toma o nome de Vincenza Maria Poloni. Desde então, dedica a sua vida a Deus, como educadora de numerosos jovens, consagrando-se ao serviço dos pobres e enfermos, na humildade, simplicidade e caridade de Deus. Morreu a 11 de novembro de 1855 deixando como testamento uma só coisa: a caridade. Foi beatificada a 21 de setembro de 2008.

O estilo de vida das Irmãs da Misericórdia é decorrente do seu carisma e caracteriza-se pela humildade, simplicidade e caridade, de que foram exemplos os seus fundadores. No seu vestuário, caracterizam-se pela presença obrigatória do hábito branco, preto ou acinzentado. A sua espiritualidade é apostólica, que vê em Cristo o modelo da verdadeira caridade, que confere as irmãs a capacidade de um amor gratuito, acolhedor e solidário para com todos, especialmente os mais pobres. Daí advém o lema “Charitas Christi urget nos” (A Caridade de Cristo nos impele).

O lema Charitas Christi urget nos (“A Caridade de Cristo nos impele”).

O seu símbolo traduz as suas convicções: ao alto vemos uma cruz dourada, símbolo da Redenção que trouxe ao mundo a vida, em baixo da cruz, a chama, a qual reflete dez raios, que simbolizam os mandamentos de Deus, que contêm a essência da caridade e cujo ardor deve inflamar o coração com a verdadeira caridade, presente na palavra Charitas, que circunda a chama. Em torno deste mote está a grinalda com dois ramos: um da palmeira, que simboliza o sacrifício que sempre se impõe na prática do bem, e outro do loureiro, dado que o exercício da caridade inspirado na cruz de Cristo e guiado pela luz conduz ao triunfo, cujo símbolo é o louro.

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